segunda-feira, 10 de setembro de 2012

3.

É engraçado o facto de nunca conseguir descrever aquilo que sinto por ti. Parece que antigos sentimentos voltam com cada conversa, que os antigos batimentos fortes do meu coração se repetem. E eu não quero que isto seja assim, agora mais do que nunca não pode ser, eu preciso de apagar qualquer pequena chama que surja de novo. Eu gosto desta amizade, do pequeno elo que nos une. Fazes-me sentir tão bem, sempre o fizeste. Apagas as minhas inseguranças, vês-me por aquilo que sou, e aceitas-me, fazendo-me acreditar em mim. O problema é que às vezes desapareces, e eu tenho genuinamente saudades tuas, daquilo que temos, e que estranhamente funciona. És mesmo assim, não há nada a fazer, e eu aceito-o, tal como fazes comigo. É impossível não perdoar isso, deixar esses erros passar, porque a amizade que temos é demasiado bonita e importante para mim e, não sei bem como, algo me diz que nunca a vamos perder.


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